Entregador de APP que insiste ficar buzinando ao chegar nos restaurantes podem levar multa
A buzina não é um brinquedo. Ela não acelera o pedido, não garante prioridade, e definitivamente não substitui o trabalho de descer da moto e retirar o pedido. Ainda assim, muitos entregadores de aplicativos insistem em apertá-la repetidamente, transformando cada chegada em um tormento sonoro para quem mora próximo a restaurantes e pontos de retirada.
É hora de deixar claro: esse comportamento é ilegal e tem preço alto. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, usar a buzina sem necessidade é infração leve, com multa e 3 pontos na CNH. Três pontos podem parecer pouco, mas o acúmulo rápido transforma a vida do condutor em dor de cabeça administrativa e financeira. Para quem insiste em buzinar várias vezes ao dia, a conta cresce rápido.
E não para aí. Quando a buzina se torna repetitiva, incessante e perturbadora, ela configura perturbação do sossego, prevista na Lei das Contravenções Penais. Denúncias de moradores não são ignoradas: a polícia pode autuar, registrar ocorrência e até multar. O entregador passa de “leve infrator de trânsito” a responsável por crime de contravenção, e a reclamação do vizinho é prova suficiente de que o barulho existe.
Não há desculpas. A responsabilidade é exclusivamente do motoboy. O restaurante não manda buzinar, o aplicativo não manda apertar a buzina. Cada toque indevido é uma escolha do condutor – e cada escolha errada tem consequência.
Além da lei, há o bom senso. Buzinar não agiliza nada. Só irrita moradores, contribui para estresse urbano e prejudica a própria imagem do entregador. O serviço eficiente se faz com ação, não com barulho desnecessário.
O alerta é direto: quem buzinar à toa está jogando dinheiro fora e arriscando a própria carteira de habilitação. A fiscalização está atenta. Moradores estão cansados. E a lei não falha.
A decisão é simples:
Parar de buzinar desnecessariamente → mantém a CNH limpa, evita multa e preserva o sossego da vizinhança.
Continuar buzinações inúteis → acumula multa, pontos na CNH e atrito com a lei.
O recado é claro: buzinar à toa não salva ninguém, só custa caro. Motoboy, escolha com inteligência: seja eficiente ou seja multado.
Esta publicação se trata de um artigo de opinião. Por sua natureza, não há a obrigação de apresentar todos os lados envolvidos, podendo refletir exclusivamente o ponto de vista do autor. O texto também pode recorrer a recursos como ironia, crítica e subjetividade, próprios desse tipo de conteúdo.

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